

Uma entrada tardia e simbólica
Em 28 de fevereiro de 2026, Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. Muito rapidamente, Teerã fechou em grande parte o estreito de Ormuz, reduzindo as exportações do Golfo a um fio. Muitos esperavam então que os Houthis abrissem uma segunda frente em Bab el-Mandeb. Não o fizeram. Seu envolvimento foi prudente, gradual e tardio: só em 28 de março, um mês depois do início da guerra, lançaram seus primeiros mísseis em direção a Israel, como se tivessem esperado o momento em que sua entrada produziria o maior efeito.
Suas operações limitaram-se a lançamentos de mísseis e drones em direção a Israel. O efeito militar foi modesto, dada a distância e a eficácia da defesa antiaérea israelense. Sobretudo, evitaram as frentes de maior impacto: nenhuma campanha contra a navegação no mar Vermelho, nenhum ataque contra as monarquias do Golfo nem contra as infraestruturas energéticas regionais. A dimensão midiática compensou: cada lançamento manteve viva a imagem de uma força de «resistência» fiel ao Eixo. Esses lançamentos foram suspensos com o Memorando de Islamabad, concluído em junho entre Washington e Teerã.
Uma dissuasão controlada
Para explicar isso, podem-se mobilizar três instrumentos: a teoria da dissuasão em sua versão assimétrica, a teoria da guerra assimétrica e o conceito de escalada abaixo do limiar (escalation below threshold). O ator golpeia onde o ganho político supera o risco militar, ameaça sem passar ao ato e se faz presente sem se engajar plenamente. Os Houthis passaram, assim, de uma «dissuasão assimétrica aberta» a uma «dissuasão controlada».
Nesse quadro, Bab el-Mandeb mudou de status. De instrumento cotidiano de pressão tática, o estreito passou a ser uma dissuasão estratégica mantida em reserva. Sua ativação, combinada ao fechamento de Ormuz, poderia, segundo algumas projeções, levar o barril acima de 150 dólares e provocar inflação mundial. É precisamente porque essa carta é tão poderosa que ela não foi jogada: seu uso desencadearia uma resposta incontrolável.
As quatro restrições
Quatro fatores explicam essa contenção. O primeiro foi o efeito dos ataques de 2024-2025, que degradaram capacidades, expuseram falhas de inteligência e tornaram crível a ameaça de novos ataques.
O segundo foi a fragilidade econômica: as áreas controladas pelos Houthis dependiam de comércio limitado, contrabando de combustível, transferências destinadas ao pagamento de salários e remessas dos emigrantes; uma grande escalada podia provocar um rápido colapso interno.
O terceiro fator, muitas vezes subestimado, foi a relação com a Arábia Saudita. Desde a trégua de 2022, Riad desempenhava o papel de rede de segurança econômica, sobretudo por meio do financiamento parcial de salários nas áreas controladas pelos Houthis.
O quarto foi a autonomia relativa em relação a Teerã. Embora membro do Eixo, o movimento não abriu mão de decidir de acordo com seus próprios interesses. Seus objetivos podiam ser resumidos da seguinte forma: apoiar diplomaticamente o Irã, preservar sua estatura regional, reforçar sua legitimidade interna e manter intacta a opção de escalada.
Uma regra de decisão
A lógica pode ser formulada como uma regra simples. O movimento opta pela escalada se ela aumentar sua influência política sem ameaçar sua sobrevivência. Abstém-se se a escalada comprometer sua estabilidade interna ou desencadear uma resposta destrutiva. Na primavera de 2026, essa regra produziu contenção. Resta compreender por que, a partir de julho, a mesma regra produziu o resultado inverso e, depois, o que ela se torna em outubro, quando a própria sobrevivência entra em jogo.
A ruptura de julho
A virada começa em julho de 2026, quando o Memorando de Islamabad se desfaz. O Irã dispara contra navios que acusa de ignorar suas regras de trânsito em Ormuz, o presidente Trump declara o acordo caducado e a Marinha dos Estados Unidos restabelece, em 14 de julho, o bloqueio aos portos iranianos. A Guarda Revolucionária passa então a ameaçar os outros corredores de exportação úteis aos Estados Unidos e a seus aliados. Segundo a Reuters, Teerã pede aos Houthis que estejam prontos para fechar Bab el-Mandeb.
No Iêmen, a trégua de 2022 se desfaz em duas etapas. Em 3 de julho, uma aeronave da Mahan Air pousa em Sanaa, no primeiro voo iraniano anunciado em quase dez anos, e leva uma delegação houthi ao funeral de Ali Khamenei. Em 13 de julho, no voo de volta, a pista de Sanaa é atingida para impedir o pouso; o avião é desviado para Hodeida. Segundo a Reuters, transportava entre dez e vinte e um assessores da Guarda Revolucionária e material para mísseis e drones. Os Houthis declaram encerrada a trégua e, no mesmo dia, disparam contra o aeroporto de Abha.
Os acontecimentos se sucedem em menos de duas semanas. Em 20 de julho, os Houthis proclamam um bloqueio naval da Arábia Saudita; no dia 22, dois petroleiros sauditas são atingidos; no dia 24, Riad bombardeia Hodeida; no dia 25, os Houthis atacam refinarias da Aramco em Jizan e Yanbu, o primeiro ataque direto contra a infraestrutura petrolífera saudita em quatro anos. O Brent volta a superar 100 dólares. A mensagem continua calibrada: não há «fechamento de Bab el-Mandeb»; a proibição de navegação atinge apenas a Arábia Saudita.
Entre o fim de julho e o início de agosto, Riad lança uma coalizão marítima que reúne oito Estados ribeirinhos do mar Vermelho e do golfo de Áden; os Houthis respondem prometendo uma «escalada total». A partir de 6 de agosto, também atacam as forças governamentais iemenitas em várias frentes, sobretudo em Marib. Em agosto, multiplicam-se os ataques contra Najran, contra navios sauditas e contra o cargueiro Tihama, onde dois marinheiros paquistaneses são mortos. A refinaria de Jizan, com capacidade de 400 mil barris por dia, permanece paralisada por várias semanas.
O Pacto de Defesa de Meca (7 de agosto de 2026)
É nesse contexto que Mohammed bin Salman, Recep Tayyip Erdogan e Shehbaz Sharif assinam, em Meca, em 7 de agosto de 2026, o Acordo de Defesa Comum de Meca. Seu princípio é o de uma cláusula de defesa coletiva: qualquer ataque armado contra um dos três Estados é considerado um ataque contra todos. O texto não foi tornado público e não especifica as obrigações militares de cada parte. Ele prolonga o acordo de defesa saudita-paquistanês de setembro de 2025.
Para Riad, o acordo responde a uma dupla constatação. A proteção americana tornou-se incerta, com Washington absorvida pela guerra contra o Irã. E o Reino, que desde 2022 procura sair do conflito iemenita, precisa de uma dissuasão que não o obrigue a mergulhar novamente na guerra sozinho. O pacto reúne duas potências complementares: a Turquia, segundo maior exército da OTAN, já muito presente no mar Vermelho e na Somália, e o Paquistão, única potência nuclear do mundo muçulmano, cujo Exército tem uma longa história de cooperação com o Reino. Ele prolonga a convergência Riad-Ancara-Cairo desenhada diante das recomposições do Chifre da África.
A institucionalização é rápida, mas incompleta. Em 31 de agosto, em Istambul, a primeira reunião do Comitê Estratégico Político e de Defesa rebatiza o conjunto como «Aliança de Defesa de Meca» e abre um roteiro para futuras adesões. Islamabad afirma que mais de seis países são candidatos, mas que nenhum será admitido antes de o acordo estar plenamente operacional. Os parlamentos turco e paquistanês ainda precisam aprovar sua ratificação.
Setembro: o ataque mais pesado e a conquista do litoral
Em 3 de setembro, os Houthis lançam uma ofensiva maciça na província de Taiz para cortar a estrada Taiz-Mokha; mais de 120 mortos são contabilizados em dois dias. As forças governamentais contra-atacam em al-Jawf e al-Bayda e anunciam que têm Sanaa como objetivo. Os Houthis acusam Riad de ter atingido uma prisão em al-Hazm; o balanço, inicialmente de 11 mortos, sobe para 23. Na noite de 7 para 8, respondem com dezenas de mísseis e drones contra Khamis Mushait, Abha, Jizan e Najran, incluindo o aeroporto de Abha, a base King Khalid e instalações da Aramco. Há 73 feridos, incêndios em instalações petrolíferas e o barril salta para perto de 100 dólares.
O que se segue pega todos de surpresa. Nos dias 9 e 10 de setembro, os Houthis tomam Hays, al-Khokha e depois o porto de Mokha; no dia 11, entram em Dhubab e tomam a ilha de Mayun (Perim), no meio do estreito; no dia 14, ocupam as ilhas Hanish. Ao todo, seis distritos e cerca de 5.400 km² mudam de mãos após o recuo das forças pró-governo. No fim de setembro, o Conselho de Segurança menciona pelo menos 125 mil deslocados desde o início do mês. Os combates prosseguem nas montanhas de Kahboub, que abrem a rota para Lahj e Áden.
Esse avanço deve muito ao Irã. Segundo a Reuters, foi armado e aconselhado pela Guarda Revolucionária e conduzido na Tihama por um oficial da Força Al-Quds, Abdolreza Shahlaei. Unidades de guerra eletrônica teriam infiltrado as comunicações adversárias e ordenado a retirada fingindo ser comandantes sulistas. A conquista, portanto, deveu-se tanto à astúcia quanto à relação de forças, o que ajuda a explicar a fragilidade dos ganhos em outubro.
A guerra dos símbolos: de Meca a Medina
Em meados de setembro, Riad afirma ter interceptado um drone houthi ao sul de Meca, antes que entrasse no espaço aéreo restrito da cidade. A coalizão fala na segunda tentativa contra Meca desde 2017. A Organização para a Cooperação Islâmica, o governo iemenita, o Egito e o Paquistão condenam. Os Houthis e o Irã negam e denunciam um «falso pretexto».
Em 1º de outubro, a coalizão acusa os Houthis de terem atingido por drone, em 29 de setembro, a subestação elétrica de Taibah, em Medina, que abastece a Mesquita do Profeta. Um transformador é colocado fora de serviço, sem interrupção da rede. Os Houthis falam em «mentira». Para além dos fatos, que continuam contestados, a questão é clara: invocar as duas cidades santas permite a Riad mobilizar o mundo muçulmano e conferir ao Pacto de Meca uma ressonância religiosa. Já em 9 de setembro, o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, havia alertado que os ataques houthis poderiam acionar o pacto.
O desacoplamento americano: o entendimento de Mascate
O fato mais significativo talvez seja diplomático. Em 10 de setembro, Mohammed bin Salman liga duas vezes para o presidente Trump para obter ataques; recebe uma recusa. Washington limita-se a prestar apoio: mais de cem assessores militares fornecem a Riad inteligência e auxílio na seleção de alvos. Em meados de setembro, representantes americanos e houthis se reúnem em Mascate, com facilitação omanita. No dia 18, o presidente Trump confirma que as duas partes «estão conversando» com vistas a um acordo.
Segundo os relatos, os Houthis se comprometem a não visar navios americanos ou israelenses e a respeitar o entendimento de cessar-fogo de maio de 2025. Isso se parece com um acordo tácito: a navegação internacional é preservada, mas navios e petroleiros sauditas continuam sendo alvos. Esse desacoplamento não ocorreu sem hesitação. Em 20 de setembro, após uma nova ligação do príncipe herdeiro, o presidente Trump ordena a preparação de ataques e os cancela algumas horas depois, segundo o New York Times.
Os Houthis prosseguem, portanto, sua ofensiva contra o Reino. Em 19 de setembro, atingem Riad, onde um depósito de combustível do aeroporto King Khalid é acertado. No dia 24, reivindicam ataques contra um «alvo sensível» em Riad e contra instalações da Aramco em Yanbu, terminal do oleoduto Leste-Oeste que permite exportar pelo mar Vermelho contornando Ormuz; a coalizão afirma ter interceptado seis mísseis balísticos e o Brent fecha acima de 106 dólares. No dia 26, dois novos ataques têm como alvo Riad e uma grande cidade do sudoeste. Após o ataque de 27 de setembro contra um mercado em Mawiya, Taiz, que deixa pelo menos sete mortos e cerca de quarenta feridos, os Houthis ameaçam atingir pontes em território saudita.
A internacionalização no fim de setembro
A resposta se constrói em camadas sucessivas, sem declaração de guerra. Nos dias 18 e 25 de setembro, o Conselho de Segurança condena por unanimidade os ataques houthis e reconhece à Arábia Saudita o direito à legítima defesa. No dia 22, o G7 pede aos Houthis que interrompam seus ataques; o Reino Unido desloca um avião-tanque Voyager em apoio à defesa aérea saudita. No dia 24, a França anuncia o envio de soldados, radares e sistemas de defesa para proteger Yanbu.
Em 25 de setembro, os chefes do Estado-Maior saudita, turco e paquistanês se reúnem em Riad para traduzir o pacto em cooperação militar. No dia 28, Rashad al-Alimi anuncia operações de reconquista e o Parlamento iemenita aprova a mobilização geral. A União Europeia quer reforçar a Operação Aspides: os Países Baixos enviam uma fragata, enquanto Bélgica e Itália estudam fazer o mesmo. O porta-aviões USS Theodore Roosevelt parte em direção à região. No fim de setembro, nenhuma tropa turca ou paquistanesa havia sido anunciada e nenhuma campanha ofensiva internacional havia sido decidida. Bastará menos de uma semana para que essa constatação seja superada.
«Amanhecer do Iêmen»: o estreito volta a ser uma frente
Em 4 de outubro, Rashad al-Alimi lança a operação «Amanhecer do Iêmen», cujo objetivo declarado é restaurar as instituições, retomar Sanaa e pôr fim ao poder houthi. No dia 5, as forças governamentais (Brigadas dos Gigantes, Escudo da Nação e Resistência da Tihama) reivindicam a tomada do aeroporto de Dhubab, o corte da estrada Dhubab-Mokha, o controle da zona de Bab el-Mandeb e a retomada do porto de Mokha. Afirmam ter cercado centenas de combatentes houthis em Dhubab e na ilha de Mayun. O porta-voz do Exército anuncia também uma «ofensiva estratégica» sobre Sanaa.
O apoio saudita muda de escala. A coalizão mobiliza cerca de cem aviões de combate, afirma ter destruído 324 alvos de alto valor já no primeiro dia e, depois, um depósito com vinte mísseis balísticos em Saada. Sua Marinha ataca, na província de Hodeida, depósitos de lanchas explosivas e minas navais, e afirma ter frustrado um ataque contra as rotas marítimas do sul do mar Vermelho.
Esses ganhos continuam contestados. Os Houthis negam qualquer avanço adversário e negam a queda de Mokha. A Reuters descreve, em vez disso, forças governamentais chegando aos arredores da cidade, enquanto combatentes houthis recuam para as áreas elevadas. Os números apresentados pelo Exército iemenita, mais de 1.800 Houthis «neutralizados» em poucos dias, não foram verificados. Do lado houthi, denunciam-se 59 ataques sauditas em vinte e quatro horas em 8 de outubro e vítimas civis.
A resposta houthi: a guerra dos aeroportos
Ameaçados no litoral, os Houthis deslocam a escalada para o interior do território saudita. Em 3 de outubro, uma instalação da Aramco perto de Riad está em chamas, algo confirmado pela AFP e por imagens de satélite, enquanto a coalizão qualifica a reivindicação de «enganosa». No dia 5, os aeroportos de Jizan e Najran são atingidos, com três feridos segundo a aviação civil saudita; os Houthis também reivindicam ataques contra o aeroporto de Riad e uma refinaria da Aramco no mar Vermelho. O Brent permanece acima de 100 dólares, contra cerca de 73 antes da guerra.
No mesmo dia, eles alertam as companhias aéreas de que o espaço aéreo saudita «não é seguro», com exceção explícita de Meca e Medina. Em seguida, sucedem-se os ataques contra Abha, Khamis Mushait e Riad. Em 7 de outubro, mísseis balísticos visam o aeroporto de Áden, controlado pelo governo, e um voo procedente do Cairo é desviado. No dia 8, o aeroporto King Khalid, em Riad, é atingido: três mortos, entre eles um piloto, segundo as autoridades sauditas. O tráfego é retomado no dia seguinte.
A lógica é a da reciprocidade. Com Sanaa sob bloqueio aéreo e os aeroportos de Sanaa e Hodeida já bombardeados, os Houthis pretendem impor um bloqueio a todos os aeroportos sauditas. Anunciam uma guerra longa. Nos dias 9 e 10 de outubro, a coalizão afirma ainda ter destruído três rampas de lançamento e interceptado novos mísseis e drones.
O Pacto de Meca posto em prática (5 de outubro)
Em 5 de outubro, o Comitê Estratégico Político e de Defesa se reúne de emergência em Riad. Os três Estados decidem passar «imediatamente» à implementação de seus compromissos de defesa coletiva e garantir o rápido deslocamento, no Reino, das forças e capacidades acordadas. É a primeira vez que o acordo é aplicado. O comunicado não menciona os Houthis, mas condena as tentativas de atingir Meca e Medina. O general paquistanês reformado Nauman Mahmood é designado primeiro secretário-geral da aliança, por três anos.
O alcance real continua limitado e defensivo. O deslocamento ocorrerá de acordo com os «arranjos aprovados» e as leis nacionais de cada país, enquanto a ratificação parlamentar não foi obtida nem em Ancara nem em Islamabad. Segundo Khawaja Asif, turcos e paquistaneses estão «presentes no teatro de operações», mas apenas as forças sauditas combatem; o Paquistão participa de missões de reconhecimento. Os analistas esperam sobretudo um reforço da defesa aérea e antimíssil. Em Sanaa, uma manifestação armada denuncia já em 7 de outubro o envolvimento da Turquia e do Paquistão.
Washington recua, Teerã negocia
O desacoplamento americano se mantém apesar das mortes em Riad. No início de outubro, o presidente Trump continua recusando os ataques diretos solicitados por Riad e repete que os Houthis não querem combater os Estados Unidos. O secretário de Estado Rubio afirma, no entanto, que nem Riad nem o governo iemenita aceitam que os Houthis conservem os territórios conquistados. A França condena os ataques em 7 de outubro e reafirma sua solidariedade com o Reino.
Teerã, por sua vez, incluiu o Iêmen em sua negociação sobre Ormuz. O plano de sete dias transmitido a Washington pelo Qatar em 22 de setembro prevê o levantamento do bloqueio naval, uma exceção às sanções petrolíferas, o desbloqueio de cerca de 12 bilhões de dólares em ativos e um cessar-fogo regional que inclui o Líbano e o Iêmen. O estreito reabriria no sexto dia e as negociações seriam retomadas no sétimo. O presidente Trump teria rejeitado o plano; em 5 de outubro, Teerã afirma estar examinando as observações americanas. O presidente Pezeshkian sustenta que as operações houthis são independentes do Irã e oferece seus bons ofícios entre Sanaa e Riad.
10 de outubro: o massacre no Aeroporto King Khalid, um limiar ultrapassado
No sábado, 10 de outubro, o Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, é atingido pela terceira vez em uma semana. Desta vez, o projétil não atinge uma pista nem um depósito de combustível, mas uma área de passageiros: uma testemunha citada pela Reuters vê o portão 401 do terminal de voos domésticos ser atingido em cheio. Segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil, o balanço chega a pelo menos 12 mortos e 309 feridos, vários deles em estado crítico. Os mortos são de oito nacionalidades: quatro sauditas, dois bangladeshianos, um americano, um jordaniano, um palestino, um sírio, um sudanês e um egípcio. Uma avaliação inicial aponta para um míssil balístico, e o sistema saudita de alerta não emite qualquer aviso. Segundo a Reuters, trata-se do ataque mais letal em território do Reino em mais de dez anos.
O aeroporto é fechado sem previsão de reabertura, e centenas de voos são cancelados ou desviados. Air India, flydubai, o grupo Lufthansa e a PIA já haviam suspendido suas operações, enquanto a Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação amplia suas recomendações relativas ao espaço aéreo saudita. A reivindicação permanece ambígua: ao contrário dos ataques anteriores, os Houthis não assumem formalmente a autoria deste, mas o chefe de seu gabinete de mídia comemora ter «fechado o Aeroporto Internacional de Riad». Em 11 de outubro, renovam seus alertas às companhias aéreas, aos funcionários e aos viajantes, atribuem a Riad a responsabilidade pelas «interceptações fracassadas» e anunciam que somente voos humanitários munidos de autorização serão permitidos. Voltam, assim, contra o Reino o próprio regime de autorizações que a coalizão impõe há anos ao aeroporto de Sanaa.
As reações sobem de tom. A coalizão fala em «crime de guerra flagrante» e promete uma resposta «firme». O Qatar vê no ataque «uma ameaça direta à segurança da região», enquanto Egito, Jordânia e Omã manifestam solidariedade a Riad. O secretário de Estado Rubio condena os «terroristas houthis», lembrando que um cidadão americano figura entre os mortos. Sobretudo, o presidente Trump, que até então recusava qualquer ataque, declara: «Talvez façamos, vamos ver», e anuncia uma ligação para o príncipe herdeiro. Questionado sobre seu compromisso de não atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato, responde com a mesma fórmula.
Três elementos fazem deste ataque uma escalada de outra ordem. O primeiro é o alvo. Até agora, a guerra dos aeroportos buscava paralisar o tráfego e impor um custo econômico; atingir um terminal cheio de passageiros significa passar da paralisia ao massacre. Em um único ataque, o número de vítimas supera o de todo o verão. O segundo é a internacionalização das vítimas. Com mortos de oito países, entre eles vários países árabes e muçulmanos, torna-se difícil sustentar o discurso houthi de uma resposta apenas à «agressão saudita», e Riad passa a dispor de um argumento de peso para mobilizar seus parceiros do Pacto de Meca. O terceiro é a morte de um americano. Ela não ultrapassa a linha vermelha identificada anteriormente, que diz respeito a um navio americano ou a um petroleiro não saudita, mas se aproxima o bastante para reabrir, pela primeira vez desde 20 de setembro, a questão de ataques americanos.
As possíveis consequências se desdobram em três planos. No plano militar, a resposta «firme» anunciada faz prever uma intensificação dos ataques contra Sanaa e Saada, talvez até contra dirigentes do movimento, numa espiral em que cada aeroporto atingido provoca uma retaliação. No plano americano, Washington hesita entre três opções: manter o desacoplamento pressionando os Houthis pelo canal de Mascate, realizar ataques punitivos limitados ou aderir plenamente à campanha saudita. As duas últimas eliminariam o principal trunfo dos Houthis, a abstenção militar americana, e aproximariam o cenário de ruptura em que o movimento já não teria razão para poupar a navegação internacional nem Bab el-Mandeb. No plano diplomático, o ataque encarece o plano iraniano de sete dias: pode levar Washington a exigir que Teerã faça cessar os lançamentos ou, ao contrário, reabrir o debate sobre a retomada dos ataques contra o Irã. Em todos os casos, ao matar civis no coração da capital, os Houthis transformaram a escalada compensatória numa aposta na contenção de Washington, uma aposta cujo desfecho já não controlam.
28 de fevereiro: início da guerra americano-israelense contra o Irã; fechamento parcial de Ormuz;
28 de março: primeiros lançamentos de mísseis houthis em direção a Israel.
Junho: Memorando de Islamabad entre Washington e Teerã.
3 de julho: primeiro voo iraniano para Sanaa em quase dez anos.
13-14 de julho: ataque à pista de Sanaa, avião desviado para Hodeida; fim da trégua de 2022; retomada do bloqueio naval americano contra o Irã.
20-25 de julho: bloqueio houthi da Arábia Saudita; petroleiros sauditas atingidos; ataques contra Jizan e Yanbu.
7 de agosto: assinatura do Acordo de Defesa Comum de Meca (Arábia Saudita, Turquia, Paquistão).
31 de agosto: primeira reunião do comitê do pacto em Istambul; «Aliança de Defesa de Meca».
3 de setembro: ofensiva houthi na província de Taiz.
8 de setembro: ataque mais pesado: Abha, Khamis Mushait, Jizan, Najran; 73 feridos.
9-14 de setembro: tomada de Hays, al-Khokha, Mokha, Dhubab, da ilha de Mayun e depois das ilhas Hanish.
10 de setembro: o presidente Trump recusa os ataques solicitados por Mohammed bin Salman.
Meados de setembro: drone interceptado ao sul de Meca segundo Riad; contatos americano-houthis em Mascate.
19-20 de setembro: ataque contra Riad; ataques americanos ordenados e depois cancelados.
22-25 de setembro: apelo do G7; deslocamentos britânico e francês; ataques reivindicados contra Yanbu; plano iraniano de sete dias; reunião dos chefes de Estado-Maior do pacto em Riad.
28-29 de setembro: mobilização geral no Iêmen; drone contra uma subestação elétrica em Medina segundo a coalizão.
3 de outubro: incêndio em uma instalação da Aramco perto de Riad.
4-5 de outubro: operação «Amanhecer do Iêmen»; retomada reivindicada de Mokha e Dhubab, negada pelos Houthis.
5 de outubro: ativação do Pacto de Meca; decidido o deslocamento turco e paquistanês; aeroportos de Jizan e Najran atingidos.
7 de outubro: mísseis houthis contra o aeroporto de Áden.
8 de outubro: ataque contra o Aeroporto King Khalid, em Riad: três mortos.
9-10 de outubro: novas interceptações; rampas de lançamento destruídas pela coalizão.
10 de outubro: ataque contra um terminal do Aeroporto King Khalid: pelo menos 12 mortos e 309 feridos, o ataque mais letal no Reino em mais de dez anos; aeroporto fechado; o presidente Trump considera aderir aos ataques.
O verão de 2026 parecia contradizer o retrato de um ator prudente traçado na primavera. Na realidade, confirmava esse retrato, embora deslocasse seus termos. A regra permanecia a mesma: recorrer à escalada quando o ganho político supera o risco à sobrevivência. Outubro obriga a ir além. A regra não mudou, mas seu segundo termo se deslocou: pela primeira vez desde 2022, é a própria sobrevivência do movimento que está explicitamente em jogo.
O que o verão havia mudado
Três termos do cálculo haviam mudado. A ameaça dissuasória tinha enfraquecido: absorvida pela guerra com o Irã, a administração americana preferia negociar com os Houthis a abrir uma nova frente, como ilustra o entendimento de Mascate. A rede de segurança saudita havia se rompido com o fim da trégua em julho; atacar o Reino já não tinha o mesmo custo. Por fim, o fechamento de Ormuz havia transformado o mar Vermelho e o oleoduto Leste-Oeste no pulmão das exportações sauditas. Quem controla Bab el-Mandeb e ameaça Yanbu tem Riad pela garganta, ao mesmo tempo em que presta a Teerã um serviço estratégico decisivo.
Os Houthis, portanto, não haviam abandonado a calibragem: haviam-na reorientado. Jogaram a carta do estreito sem fechá-lo, atacaram a Arábia Saudita poupando navios americanos e israelenses e conquistaram uma posição territorial que transformava uma ameaça adiada em capacidade permanente. O estreito deixou de ser uma dissuasão de reserva para se tornar uma renda de posição, negociável com Washington, Riad e Teerã.
O que outubro coloca em questão
Primeiro ensinamento: a renda de posição era mais frágil do que parecia. Uma ameaça à distância não pode ser atacada; um litoral ocupado, sim. Ao se instalarem em Mokha, Dhubab e Mayun, os Houthis ofereceram a seus adversários aquilo que lhes haviam negado durante anos: alvos fixos, linhas estendidas e um objetivo de reconquista claramente identificável. O avanço de setembro deveu muito à astúcia e ao apoio iraniano; não criou uma relação de forças capaz de resistir sob uma centena de aviões de combate. Tenha ou não caído Mokha, o estreito voltou a ser uma frente disputada, e não mais uma conquista consolidada.
Segundo ensinamento: dois dos três riscos identificados no fim de setembro se concretizaram em menos de quinze dias. O Pacto de Meca foi ativado em 5 de outubro e a internacionalização se aprofundou, com um Conselho de Segurança unânime e apoios ocidentais à defesa do Reino. Mas nenhum dos dois assumiu a forma temida. O envolvimento turco e paquistanês continua defensivo, juridicamente incompleto e limitado à proteção do território saudita. Não existe coalizão ofensiva internacional. A guerra se regionaliza sem se americanizar.
Terceiro ensinamento: a calibragem houthi se mantém em um eixo e cede no outro. Mantém-se em relação a Washington. Navios americanos e israelenses continuam poupados, a navegação internacional não é visada e até o alerta às companhias aéreas excetua Meca e Medina. Cede em relação a Riad. Atingir o aeroporto da capital e matar civis ali, atacar Áden, reivindicar um bloqueio aéreo do Reino: isso já não é uma escalada seletiva, mas uma escalada compensatória, que responde a uma perda de terreno elevando o custo imposto à retaguarda saudita.
Esse deslocamento decorre da própria regra. Enquanto a escalada não ameaçava a sobrevivência, a contenção continuava racional. A partir do momento em que o adversário declara como objetivo retomar Sanaa e pôr fim ao poder houthi, a contenção já não protege nada. O movimento já não arbitra entre ganho político e risco: procura tornar a reconquista cara demais para prosseguir. Daí o anúncio de uma guerra longa.
O verdadeiro trunfo: a abstenção americana
O trunfo estratégico dos Houthis já não é, portanto, o estreito. É a recusa americana em atacar. Ela resistiu aos apelos repetidos de Mohammed bin Salman, a uma ordem de ataque cancelada in extremis em 20 de setembro e às mortes em Riad em 8 de outubro. O massacre de 10 de outubro, que custou a vida de um americano, submete essa recusa à sua prova mais dura: pela primeira vez desde 20 de setembro, o presidente Trump diz considerar aderir aos ataques. Toda a calibragem houthi está agora organizada em torno de sua preservação. A linha vermelha é conhecida: bastaria atingir um navio americano ou um petroleiro não saudita para ultrapassá-la.
É também por isso que o Pacto de Meca importa para além de suas capacidades atuais. Riad respondeu ao recuo americano não multiplicando suas exigências a Washington, mas construindo uma arquitetura de segurança substituta, apoiada no segundo maior exército da OTAN e na única potência nuclear do mundo muçulmano. Os Houthis terão sido, apesar de si mesmos, o primeiro teste e o primeiro acelerador de uma ordem regional de segurança pós-americana.
Uma autonomia a reavaliar
O verão obriga, por fim, a nuançar a quarta restrição da primavera, a autonomia relativa em relação a Teerã. A ofensiva de setembro foi armada, aconselhada e em parte conduzida pela Guarda Revolucionária. Sobretudo, o Irã incluiu o Iêmen em seu plano de sete dias para Ormuz: o cessar-fogo que propõe cobre explicitamente a frente iemenita. O movimento que pretendia negociar sua posição com três capitais corre o risco de se tornar ele próprio moeda de troca. Teerã nega qualquer direção das operações, mas é Teerã quem negocia seu encerramento.
Três trajetórias
A primeira é o impasse. A contraofensiva emperra nas áreas elevadas, os Houthis conservam parte do litoral e a guerra dos aeroportos e do petróleo se instala. É o cenário que os Houthis dizem esperar; ele desgasta Riad mais rapidamente do que Sanaa, desde que o santuário americano se mantenha.
A segunda é a ruptura. Se a coalizão retomar de forma duradoura o estreito e avançar em direção a Hodeida, os Houthis perderão sua renda e conservarão uma única carta de igual valor: atingir a navegação internacional ou fechar efetivamente Bab el-Mandeb. Seria a «resposta incontrolável» que toda a sua estratégia procura evitar desde março. O perigo de uma fuga para a frente nunca foi tão real quanto no momento em que recuam.
A terceira é o congelamento negociado. Um acordo entre Washington e Teerã sobre Ormuz levaria a um cessar-fogo no Iêmen. Os Houthis, fiéis à sua lógica, procurariam sua parte. Mas Riad e o governo iemenita recusam que conservem os territórios conquistados, e a linha de cessar-fogo seria o centro de toda negociação. Cada quilômetro retomado na costa até lá altera os termos, o que explica a intensidade dos combates de outubro.
As fragilidades que permanecem
Do lado houthi, o risco interno se agrava. O controle repousa sobre uma mobilização permanente, que serve para justificar a pobreza, a corrupção e a repressão. A guerra externa prolonga esse respiro, mas não apaga nem a raiva silenciosa de uma população exausta nem a ausência de um projeto político para além da preeminência de uma linhagem. A rede de segurança econômica saudita desapareceu, e os bombardeios agora atingem Sanaa e Saada.
Do lado adversário, as fragilidades que permitiram o colapso de setembro não desapareceram. O campo governamental continua fragmentado, as forças sulistas seguem sua própria agenda e um pacto ainda não ratificado não substitui uma estratégia de saída. Mais de 125 mil deslocados em um mês lembram, por fim, quem paga o preço de cada fase.
O movimento nascido para defender uma minoria zaydita marginalizada controlou, por algumas semanas, uma das principais portas marítimas do mundo. Essa foi a medida de seu sucesso e, como agora se vê, também de sua vulnerabilidade: nunca esteve tão exposto a uma coalizão tão ampla. O desfecho se joga em duas mesas ao mesmo tempo, a frente do mar Vermelho e a negociação entre Washington e Teerã. Na segunda, os Houthis já não são inteiramente senhores de sua aposta.
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Trabalhos de referência
Saoud EL-MAWLA, «Le Mouvement houthite au Yémen: d'une minorité politico-religieuse à une stratégie d'hégémonie», Maghreb - Machrek, 2018/1, n.º 235, pp. 69-103. DOI: 10.3917/machr.235.0069. Disponível no Cairn.info.
Saoud EL-MAWLA, «Houthi Involvement in the Iran War: Reasons for Limited Escalation», Middle East Council on Global Affairs, 21 de abril de 2026. https://mecouncil.org/blog_posts/houthi-involvement-in-the-iran-war-reasons-for-limited-escalation/
Laurent BONNEFOY, «Yémen. Dix ans de pouvoir houthiste, une emprise encore précaire», Orient XXI, 23 de setembro de 2024.
Maysaa SHUJA EL-DEEN, «Yémen. Les houthistes, un pouvoir fragile aux racines familiales», Orient XXI, 22 de agosto de 2022 (tradução de «Entrenched Power: The Houthi System of Governance», The Yemen Review, Sana’a Center for Strategic Studies, 11 de julho de 2022).
Imprensa e atualidade (julho-outubro de 2026)
Euronews, «Saudi Arabia strikes back after heaviest Houthi attack in years», 8 de setembro de 2026.
Euronews (em árabe), «Os Houthis se aproximam de Bab el-Mandeb e Riad busca aliados: por que Washington não intervém?», 19 de setembro de 2026.
Yemen Monitor (em árabe), «Movimentos militares e diplomáticos acelerados em torno do Iêmen e do mar Vermelho», 29 de setembro de 2026.
Yemen Monitor (em árabe), «O Pacto de Meca obriga o Paquistão a entrar na guerra do Iêmen?», setembro de 2026.
Masr360 (em árabe), «Os Houthis e a segurança do mar Vermelho: os limites das alianças sauditas em Bab el-Mandeb», 19 de setembro de 2026.
Times of Egypt (em árabe, despacho da AFP), «Os Houthis atacam a Arábia Saudita em dois novos ataques», 26 de setembro de 2026.
Al-Dawla 24 (em árabe), «Os Houthis ameaçam atingir pontes na Arábia Saudita», 28 de setembro de 2026.
CBS News, «Trump says he is considering whether U.S. should join fight against Houthis after Saudi airport strike», 10-11 de outubro de 2026. https://www.cbsnews.com/live-updates/iran-war-trump-us-elections-saudi-arabia-yemen-houthis/
ABC News (Austrália), «No flights in or out of Riyadh after spate of Houthi attacks on airports», 11 de outubro de 2026. https://www.abc.net.au/news/2026-10-11/riyadh-airport-suspends-flights-houthi-attacks-middle-east/107253260
Yemen Monitor, «321 mortos e feridos em um ataque houthi contra o aeroporto de Riad», 11 de outubro de 2026 (em árabe). https://www.yemenmonitor.com/Details/ArtMID/908/ArticleID/184452
Al Jazeera, «Saudi Arabia says 12 killed, 300 wounded in Houthi attack on Riyadh airport», 10 de outubro de 2026. https://www.aljazeera.com/news/2026/10/10/attack-on-airport-in-saudi-capital-riyadh-leaves-several-injured
Al Jazeera, «Houthi attack on Riyadh airport killed three Saudi nationals», 9 de outubro de 2026. https://www.aljazeera.com/news/2026/10/9/saudi-arabia-reopens-riyadh-airport-after-houthi-attack-kills-three
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Yeni Şafak (segundo o The New York Times), «Trump called off planned US strikes on Houthis at last minute», 21 de setembro de 2026. https://en.yenisafak.com/world/trump-called-off-planned-us-strikes-on-houthis-at-last-minute-3723513
Reuters (segundo a Axios), «Trump declines Saudi crown prince’s call for US strikes on Houthis», 11 de setembro de 2026. https://www.internazionale.it/ultime-notizie-reuters/2026/09/11/trump-declines-saudi-crown-prince-s-call-for-us-strikes-on-houthis-axios-reports
Ahram Online, «Turkey, Saudi Arabia, Pakistan name Makkah defense agreement ‘Makkah Defense Alliance’», 31 de agosto de 2026. https://english.ahram.org.eg/News/575633.aspx
AFP, «Saudi Arabia, Turkey and Pakistan sign defense pact», agosto de 2026. https://kuwaittimes.com/article/47765/top-stories/saudi-arabia-turkey-and-pakistan-sign-defense-pact/
Iran Watch (resumo de um despacho da Reuters de 23 de julho de 2026), «Iran Flew IRGC Commanders, Missile Gear to Yemen’s Houthis». https://www.iranwatch.org/news-brief/iran-flew-irgc-commanders-missile-gear-yemens-houthis-sources-say
FDD’s Long War Journal, «Saudi Arabia and Houthis trade attacks over restarting direct flights between Yemen and Iran», julho de 2026. https://www.longwarjournal.org/archives/2026/07/saudi-arabia-and-houthis-trade-attacks-over-restarting-direct-flights-between-yemen-and-iran.php




















