
Em abril de 2003, Mohammed Saeed al-Sahhaf proporcionou ao mundo uma das maiores performances políticas na arte da negação. Em 7 de abril, tanques americanos haviam entrado no coração de Bagdá, e suas imagens corriam pelas telas de televisão do mundo inteiro. Ainda assim, o ministro da Informação de Saddam Hussein apresentou-se diante dos jornalistas e declarou, com a segurança de um homem que dispunha de informações inacessíveis ao olho humano, que não havia americanos em Bagdá e que as forças invasoras estavam sendo esmagadas e aniquiladas. Dois dias depois, em 9 de abril, Bagdá caiu. Al-Sahhaf não estava simplesmente mentindo. Prestava um serviço psicológico a um público que já não era capaz de encarar a verdade. É precisamente isso que o torna tão contemporâneo no Líbano.















