
Estamos em 25 de setembro, no Stade de France, perto de Paris, onde o papa Leão XIV se encontrará à noite com os jovens franceses, no primeiro dia de sua viagem apostólica ao Hexágono. Em um quadro que representa uma barca e uma vela, vêem-se, de pé, um homem e uma mulher; enquanto um hino aramaico do século IV ecoa pelo estádio, uma voz em off recita: «Quando a França ainda não tinha esse nome, o Céu já preparava o seu desígnio. No ano 44 depois de Jesus Cristo, às margens do Mediterrâneo, uma frágil barca de madeira alcança a costa. Dois discípulos de Jesus Cristo pisam, pela primeira vez, nesta terra que se tornará a Provença: Lázaro e Maria Madalena. Das calanques do litoral às escarpas de Sainte-Baume, sua passagem gravará na pedra, nos corações e na memória dos homens a primeira página da fase cristã da história da França. “Eis o grito de toda a minha vida”, proclama em seguida Maria Madalena, a pecadora convertida: “Cristo te chama pelo teu nome. Ninguém está ferido demais para não ser amado!”»









