
Da «Tempestade Decisiva» ao «Amanhecer do Iêmen» A distância entre a «Tempestade Decisiva» e o «Amanhecer do Iêmen» não se resume a onze anos de guerra no Iêmen. Trata-se de uma distância política e estratégica que condensa fracassos acumulados, mudanças na correlação de forças e transformações na posição do Iêmen dentro do conflito regional, até chegar a um momento em que a segurança do mar Vermelho e do estreito de Bab el-Mandeb passou a integrar os cálculos da guerra e de seus possíveis desdobramentos. Quando a Arábia Saudita lançou a operação «Tempestade Decisiva», em março de 2015, o objetivo declarado era restabelecer a autoridade reconhecida internacionalmente e conter o avanço dos houthis após a tomada de Sanaa e sua progressão em direção a Áden. A intervenção parecia uma tentativa de impedir o colapso de uma configuração política e de segurança cuja manutenção Riad considerava indispensável para proteger suas fronteiras meridionais e evitar que o Iêmen se transformasse em uma base de influência hostil no flanco sul do reino.








