
O regime de Teerão não caiu; e mesmo que estivesse fragilizado, não vacila. Se as manifestações e os tumultos desencadeados nas cidades do Irão honram os universitários, as mulheres, os bazaris, assim como outras camadas da sociedade, é de perguntar se superaram em dimensão as que derrubaram o Xá em 1979. Mas essas convulsões e protestos podem, de repente, atingir uma gravidade insuspeita, e não seria ilusório apostar no seu sucesso, como não hesita em declarar o chanceler alemão. E mesmo em caso de ataque israelita ou americano! No entanto, não assistiremos tão cedo à debandada da elite político-clerical iraniana, nem à dos seus mamelucos que são os pasdarans e os bassidjis *. Não são pessoas que fogem perante manifestantes desarmados. E depois, o aiatolá Khamenei, mesmo debilitado pela doença, não é o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, que um golpe de Estado tramado em 1953 pela CIA americana e pelo MI6 britânico derrubou facilmente para reinstaurar Mohammad Reza Pahlavi. Então, a menos que o regime se volte contra si mesmo, é nas barricadas que se decidirá o futuro do país.












