
Há momentos em que uma frase lançada no tumulto mediático revela mais do que páginas inteiras de doutrina. Quando o embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee, declarou há poucos dias que “seria aceitável que tomassem tudo”, evocando a ideia de um Israel que se estenderia, numa leitura bíblica, do Nilo ao Eufrates, antes de acrescentar que “Area C é Israel”, não apenas rompeu com a reserva diplomática — o que já seria significativo — como evidenciou uma parcialidade política que, embora não surpreenda dado o alinhamento quase incondicional de Washington com o Estado hebraico, permanece de uma gravidade inaceitável.











