
Esta série de artigos tem como objetivo compreender melhor a atual situação no cenário libanês à luz do passado, distante de discursos apaixonados, ideológicos ou românticos que ignoram a realidade, deixando ao leitor a tarefa de tirar as conclusões que se impõem. As dez partes anteriores abordaram uma releitura dos acontecimentos relacionados ao fortalecimento do Hezbollah desde o Acordo de Taif, passando pela retirada do Exército israelense do Líbano, em maio de 2000, até a guerra de 2006 e seus desdobramentos. O envio do Exército libanês ao sul do Líbano, conhecido internacionalmente como Forças Armadas Libanesas (FAL), então comandado pelo general Michel Sleiman, foi determinado pelo governo de Fouad Siniora em 16 de agosto de 2006. Esse desdobramento, o primeiro desde 1968, começou imediatamente na madrugada de 17 de agosto, com a travessia do rio Litani por meio de pontes metálicas militares e outras improvisadas, já que as pontes permanentes haviam sido destruídas pelos bombardeios israelenses.









