
Os ataques lançados a partir do território iraquiano contra a Arábia Saudita, o Kuwait e o Reino Hachemita da Jordânia revelam a fragilidade de um país que continua incapaz de recuperar seu equilíbrio. A resposta saudita, que atingiu posições das Forças de Mobilização Popular (Hashd al-Shaabi), estrutura que serve de cobertura às milícias sectárias iraquianas ligadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, confirma que a guerra na região entrou em uma nova fase. Com essa resposta, Riad deixou claro que já não está disposta a se submeter indefinidamente à chantagem iraniana. A República Islâmica utiliza agora todas as cartas de que dispõe para intensificar o confronto que trava com os Estados Unidos. É incapaz de admitir que não é uma superpotência e que precisa chegar a um entendimento com o governo de Donald Trump que lhe permita tornar-se um Estado normal, em vez de continuar agindo como uma potência hegemônica que impõe sua vontade por meio do Iraque, do Iêmen e do Líbano.








