
Santíssimo Padre, no momento em que se prepara para pisar a terra do Líbano e da Turquia, no limiar deste Levante ferido que foi, contudo, um dos berços da humanidade crente, ousamos escrever-lhe. O objectivo não é acrescentar mais uma voz ao concerto dos discursos protocolares. Isso não teria absolutamente nenhum interesse. Fórmulas ocas, rutilantes mas sem alma, ouvirá muitas ao longo da sua visita. Esta carta tem por fim pedir-lhe algo ao mesmo tempo simples e vertiginoso: retomar o facho. O facho de Francisco. O de um humanismo integral que procurou, apesar de tudo, reencontrar o Evangelho no que tem de mais nu: a dignidade de todo o ser humano, a fraternidade como único horizonte possível da política, a religião liberta dos ídolos identitários.







