
A tensão vem crescendo desde o início da semana entre Washington e Teerã, na sequência de novos ataques iranianos contra navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. O processo de negociações não está morto, mas parece enfraquecido. O Hezbollah, por sua vez, ameaça reenvolver-se no sul do Líbano caso a guerra seja retomada, enquanto os olhares se voltam para as negociações líbano-israelenses previstas para a próxima semana em Roma. No domingo de manhã, as forças americanas anunciaram ter realizado, durante a noite, uma terceira onda de ataques contra mais de 140 alvos no Irã, em represália a um novo ataque dos Guardiões da Revolução Islâmica iraniana contra um navio comercial que atravessava o Estreito de Ormuz. Após os raids americanos, os Pasdaran não tardaram a lançar — e ampliar —, como de costume, seus ataques contra vários países do Golfo, especificamente contra o Bahrein, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos, Omã e o Kuwait… bem como contra a Jordânia, país que foi adicionado pelos iranianos à lista de alvos potenciais desde a escalada dos últimos dias. Nem mesmo o mediador omanense foi poupado. O ataque contra o sultanato de Omã ocorreu apenas algumas horas após a visita do ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, ao sultanato!








