Se as coisas fossem normais entre a América e Israel de um lado, e a «República Islâmica» iraniana do outro, não teria sido preciso tanto tempo nem tantas tensões para se chegar a um acordo entre as três partes, que na realidade não são mais do que duas. Em última análise, é impossível separar a América de Israel no que diz respeito às questões fundamentais — isto é, à cadeia de exigências formuladas ao Irão: o seu dossiê nuclear, os seus mísseis balísticos e plataformas de lançamento, e os braços armados que a Guarda Revolucionária controla fora do território iraniano. Se as coisas fossem normais, o Irão teria agido como a Alemanha ou o Japão no final da Segunda Guerra Mundial, quando capitularam perante os americanos e os seus aliados europeus. Foi assim que a Alemanha se salvou a si própria — e o Japão igualmente. O Japão precisou de uma segunda bomba atómica, lançada sobre Nagasáqui depois da primeira sobre Hiroxima, para compreender a determinação americana de lhe infligir uma derrota esmagadora. A derrota militar libertou os dois países de regimes despóticos que os haviam transformado numa ameaça para a sua vizinhança, e mesmo para o mundo inteiro. Permitiu à Alemanha recuperar o fôlego e reconquistar o seu lugar na Europa e no mundo, ao passo que a economia japonesa se tornava uma das mais importantes do planeta — depois de o Japão ter concluído que a confrontação militar com os Estados Unidos não tinha qualquer sentido.











