
A linha amarela traçada no solo do sul do Líbano não é uma simples demarcação militar. É um aviso da história. Israel estabeleceu uma zona militar que se estende por cerca de dez quilômetros ao norte da fronteira, dentro do sul do Líbano. O primeiro-ministro israelense expressou sua posição sem ambiguidades: “Trata-se de uma faixa de segurança com dez quilômetros de profundidade, muito mais sólida, mais intensa, mais contínua e mais densa do que tínhamos antes. É aí que estamos e não vamos sair.” [1] O vocabulário é familiar. Analistas descreveram o que acontece diante de nossos olhos como a “gazificação” do sul do Líbano, depois que o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ordenou ao Exército demolir os povoados libaneses fronteiriços segundo os modelos de Beit Hanoun e Rafah. [2] Sabemos como são esses modelos. Não sobra nada.

