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EUA/Irão: guerra de desgaste em lume brando

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Por LevantTime .
Publicado ago 31, 2026 - 23:20

É uma guerra de desgaste que faz jus ao nome. Só que, muitas vezes, ela é alimentada em "fogo brando", como foi o caso na noite de domingo para segunda-feira e ao amanhecer do início desta semana.

No final da noite de domingo, o exército americano indicou ter detectado (provavelmente por satélite) milicianos dos Guardiões da Revolução Islâmica preparando dois lançadores de foguetes capazes de dispersar minas no Estreito de Ormuz. Pouco depois desse anúncio, o exército dos EUA lançou, durante a noite, ataques aéreos contra as posições dos Pasdaran na ilha de Larak, causando vários mortos e feridos, segundo fontes dos Guardiões da Revolução.

Em resposta a esses ataques, os Pasdaran lançaram na madrugada de segunda-feira vários mísseis balísticos em direção a duas bases americanas na Jordânia. O exército jordaniano afirmou ter interceptado os mísseis antes que atingissem seus alvos. Mais tarde na manhã de segunda-feira, os Emirados Árabes Unidos informaram ter neutralizado um drone em seu espaço aéreo.

Uma certa confusão reinou na segunda-feira ao meio-dia a respeito da área bombardeada pela aviação americana. Inicialmente, fontes americanas negaram que a ilha de Larak tivesse sido o alvo dos ataques, afirmando que fora a ilha de Kharg que havia sido atacada. Mas à noite, um responsável americano confirmou que foi Larak que sofreu o ataque.

De qualquer forma, o presidente Donald Trump trouxe na segunda-feira um esclarecimento importante sobre esse ponto, ao afirmar que "o centro energético da ilha de Kharg está sendo reduzido a escombros".

O chefe da Casa Branca afirmou ainda que o exército americano responderia aos ataques de mísseis realizados pelos Pasdaran na madrugada de segunda-feira. "Haverá uma resposta e vamos golpeá-los com força", declarou o presidente Trump, o que deixava supor que a retaliação americana poderia ocorrer na noite de segunda-feira. Nesse contexto, um alto responsável americano indicou na segunda-feira que o presidente Trump estuda um plano para retomar ataques aéreos contra os Pasdaran a fim de impedi-los de colocar minas novamente no Estreito de Ormuz. Vale lembrar que o governo Trump destacou recentemente que o exército americano havia concluído as operações de desminagem em Ormuz, o que explicaria as tentativas dos Pasdaran de minar novamente o referido estreito.

Por fim, vale registrar, para encerrar este dossiê da guerra de desgaste irano-americana, que os Guardiões da Revolução afirmaram na segunda-feira que qualquer ataque americano contra posições iranianas seria seguido de uma retaliação "dez vezes mais intensa, sabendo que não existe nenhum alvo na região que esteja fora do nosso alcance". Essa ameaça foi implicitamente contestada na noite de segunda-feira pelo presidente iraniano, que afirmou que uma eventual retomada das operações militares não é do interesse do Irã.

Aoun em Atenas

No plano estritamente libanês, o presidente Joseph Aoun realizou segunda-feira uma visita oficial a Atenas, onde manteve reuniões com seu homólogo grego Konstantinos Tasoulas e com o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis. O presidente Tasoulas destacou na ocasião que as negociações entre o Líbano e Israel ajudarão o Líbano a beneficiar-se de sua independência e de um clima de prosperidade, em continuidade à aplicação da resolução 1701.

No terreno, a aviação israelense realizou segunda-feira ao final do dia quatro ataques contra a localidade de Mansouri, no distrito de Tiro.

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