

As circunstâncias dramáticas que o país atravessa exigem, sem qualquer dúvida, a presença de verdadeiros homens de Estado. O Líbano já os conheceu e hoje sente profundamente sua ausência, ainda mais porque sua lista sempre foi restrita.
É verdade que um homem de Estado precisa estar no poder para se provar e só pode se afirmar plenamente em momentos decisivos. Assim, desde 1943, alguns presidentes da República estiveram à altura da função de chefe de Estado diante dos acontecimentos. Destacaram-se seja por sua visão, seja por decisões concretas que pouparam o país de catástrofes.
Também se mostraram à altura ao se manterem firmes na Constituição e nas leis vigentes, recorrendo à força, à diplomacia ou a uma política ao mesmo tempo prudente e firme. Sobretudo, assumiram suas responsabilidades na defesa do Estado, soberano, independente e plenamente regaliano.
Os acontecimentos atuais exigem que os homens que ocupam cargos de responsabilidade no Executivo e, no caso do Legislativo, que se recorra a Nabih Berri, provem que são, de fato, homens de Estado, e não meros funcionários ou gestores administrativos.
Homens de Estado existem no governo. O momento de se afirmarem é agora, para poupar os libaneses do pior.