


A Festa da Assunção, no sábado, 15 de agosto, foi marcada por uma grave escalada no sul do Líbano, com aeronaves israelenses realizando ataques mortais contra as cidades de El-Ansar e Deir Zahrani, no distrito de Nabatiyeh, matando 11 pessoas, incluindo um alto oficial militar do Hezbollah, e ferindo cerca de 20 outras.
O governo israelense declarou posteriormente que os ataques foram uma retaliação a um ataque realizado na noite de sexta-feira por uma milícia pró-Irã contra uma unidade israelense na área de Ali el-Taher, na região de Nabatiyeh. Três soldados israelenses ficaram feridos, dois deles gravemente. Após essa operação, a Força Aérea Israelense lançou intensos ataques aéreos ao amanhecer de sábado contra as colinas de Ali el-Taher, mas o ataque mais letal ocorreu em El-Ansar, onde sete pessoas foram mortas.
Em um comunicado oficial divulgado posteriormente naquele mesmo dia, as Forças de Defesa de Israel (IDF) indicaram que um comandante da unidade de elite do Hezbollah, al-Radwan, Ali Samir Hajj Hassan, foi morto em El-Ansar. O comunicado especificou que o prédio-alvo era um centro de comando da milícia pró-Irã, de onde havia sido dada a ordem para lançar o ataque contra soldados em missão na colina Ali el-Taher.
O comunicado indicou que vários subordinados do oficial do Hezbollah foram mortos, assim como membros de sua família que estavam presentes no centro de comando. "O oficial morto havia colocado seus familiares ao seu lado como escudos humanos", declarou a IDF.
Mais tarde, no sábado, um ataque aéreo foi realizado contra Deir Zahrani, matando quatro pessoas e ferindo várias outras. Esses ataques aéreos foram fortemente condenados pelo presidente Joseph Aoun e pelo primeiro-ministro Nawaf Salam.
Na noite de sábado, o Canal 12 de Israel noticiou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) haviam informado os moradores do norte de Israel sobre sua intenção de "realizar ataques no sul do Líbano na noite de sábado e, como resultado, explosões serão ouvidas" na região.
O Acordo de Ormuz volta à pauta
No âmbito regional, o Ministério das Relações Exteriores do Irã enfatizou, na noite de sábado, que um acordo com o Sultanato de Omã deveria ser anunciado em breve para delimitar os corredores marítimos que os navios poderão utilizar ao longo do Estreito de Ormuz.
Cabe ressaltar, neste contexto, que o Ministério das Relações Exteriores iraniano indicou, alguns dias antes, que um acordo com o Sultanato de Omã não garantiria necessariamente a livre passagem pelo Estreito de Ormuz. Uma fonte oficial em Teerã reiterou esse ponto no final da noite de sábado, afirmando que "os Estados Unidos devem cumprir certas condições para garantir a segurança no estreito".
Vale mencionar que dois navios, um deles pertencente a uma empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos, foram alvos de ataques iranianos nessa área nas últimas 24 horas.
Em meio à tensão contínua na região, alvo de ataques da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), as operações militares e os bombardeios prosseguiram no sábado no Iêmen entre a milícia pró-Irã Houthi e as forças do governo iemenita, particularmente na região de Ma'rib.
Três pilotos iranianos mortos no Catar em março
Em conclusão, cabe ressaltar que o Irã anunciou no sábado a detenção de três pilotos iranianos no Catar desde março passado. Uma fonte iraniana afirmou que eles “foram feitos prisioneiros quando seus aviões foram abatidos no espaço aéreo catariano enquanto tentavam realizar ataques contra bases americanas”.
No final da noite de sábado, o Ministério das Relações Exteriores do Catar negou a detenção de quaisquer pilotos iranianos, especificando, no entanto, que equipes de resgate estavam buscando os restos mortais dos pilotos. A fonte catariana indicou que contatos haviam sido estabelecidos com as autoridades iranianas para a entrega dos restos mortais de um dos pilotos, “mas o Irã não respondeu aos nossos pedidos”, enfatizou o Ministério das Relações Exteriores do Catar.